A resposta em uma frase
A limpeza corporativa custa de R$ 4.500 a R$ 6.900 por posto fixo de 44 horas semanais nas capitais atendidas, o que equivale a R$ 5 a R$ 9 por m² por mês em piso de escritório, dependendo da classe do edifício, do padrão de limpeza e da frequência contratada.
O essencial em cinco pontos
- O preço é cobrado por posto fixo (uma pessoa em jornada definida); o custo por m² é derivado da produtividade do ambiente.
- Edifício classe A fica no topo da faixa pelo padrão exigido e pela regra do empreendimento; classe B e C ficam no meio ou no piso.
- Posto em jornada 12x36 ou turno noturno aciona adicional de 20% a 40% sobre o valor mensal.
- Em sede com mais de 2.000 m², o encarregado presencial entra como linha própria do contrato.
- A conta por m² é referência de comparação; a proposta real sai do número de postos dimensionados pela área.
A seguir, a tabela de referência por posto, a conta para converter em custo por m², a produtividade por tipo de ambiente e o que muda entre classes de edifício e turnos.
Neste artigo
Em sede corporativa, o custo da limpeza entra no orçamento como linha fixa — mas raramente alguém sabe explicar como o número foi parar ali. A proposta chega em reais por posto, o diretor financeiro pergunta quanto é por metro quadrado e a planilha trava.
Este guia mostra as duas contas lado a lado. Quanto custa o serviço de limpeza corporativa no formato posto fixo, como converter esse valor em custo por m², o que explica a variação entre R$ 5 e R$ 9 por metro em um escritório padrão e quais linhas pedir para a proposta chegar comparável.
Preço de referência por posto fixo
Posto de 44 horas semanais em limpeza corporativa custa de R$ 4.500 a R$ 6.900 por mês nas capitais atendidas. Jornada reduzida (30 horas) e posto de encarregado têm faixas próprias; adicional de turno noturno entra por fora.
| Posto | Jornada | Faixa por mês | Observação |
|---|---|---|---|
| Auxiliar de limpeza | 44 h semanais | R$ 4.500 – 6.900 | o posto base da limpeza corporativa |
| Auxiliar de limpeza | 30 h semanais | R$ 3.300 – 5.000 | meio período, usado em andar de até 400 m² |
| Auxiliar de limpeza | 12x36 diurno | R$ 5.200 – 7.750 | escala de revezamento com dois profissionais |
| Copeira | 44 h semanais | R$ 4.150 – 6.250 | função própria quando há copa corporativa |
| Encarregado ou líder | 44 h semanais | R$ 6.150 – 9.400 | entra a partir de 6 a 8 postos |
| Adicional noturno | 22h às 5h | +20% a 40% | sobre o valor do posto, por hora noturna |
Referência de mercado compilada pela Limpeza Hub, com margem de cerca de 20%. Piso e benefícios mudam por convenção coletiva de cada estado.
A soma do mês não é só a quantidade de postos vezes o valor da tabela: material de consumo, supervisão itinerante e benefício fora da convenção aparecem em linhas próprias. Proposta que fecha tudo em um valor único costuma esconder reajuste automático nos primeiros três meses.
Como converter o preço do posto em custo por m²
Multiplique o número de postos pelo valor mensal, divida pela área atendida e você tem o custo por m² por mês. Em escritório padrão com dois postos de R$ 4.500 a R$ 6.900 cobrindo 1.800 m², o resultado fica entre R$ 5 e R$ 7,70 por m² — dentro da faixa típica de R$ 5 a R$ 9.
- Dimensione os postos. Divida a área de cada ambiente pela produtividade de referência (piso frio, banheiro, laboratório) e some.
- Some o custo mensal. Postos × valor por posto, somado ao encarregado quando houver, mais material e supervisão.
- Divida pela área atendida. Use a área privativa útil, não a bruta do condomínio — ela já tem contrato próprio.
- Compare com a faixa. R$ 5 a R$ 9 por m² é o normal; fora disso, confira o padrão de limpeza e a frequência contratada.
- Normalize por frequência. Custo por m² é mensal; se a comparação for com visita, divida por visitas/mês para igualar.
| Cenário | Área atendida | Postos | Custo mensal | R$/m² ao mês |
|---|---|---|---|---|
| Andar executivo classe B | 600 m² | 1 posto 44 h | R$ 4.500 – 6.900 | R$ 7,50 – 11,50 |
| Sede corporativa classe B | 1.800 m² | 2 postos + supervisão | R$ 10.500 – 16.100 | R$ 5,80 – 8,90 |
| Campus corporativo classe A | 6.000 m² | 7 postos + 1 encarregado | R$ 37.000 – 56.750 | R$ 6,20 – 9,50 |
| Prédio de serviço classe C | 2.400 m² | 2 postos + 1 jornada 30 h | R$ 11.800 – 18.100 | R$ 4,90 – 7,50 |
Faixas calculadas do piso ao teto da referência por posto. Valores de referência de mercado, não proposta. O orçamento final sai do dimensionamento feito pela empresa parceira depois da visita técnica.
A conta por m² é uma régua de comparação, não a base da contratação: dois escritórios da mesma metragem com padrões diferentes de limpeza chegam a preços diferentes porque usam número diferente de postos. O que importa, na assinatura, continua sendo quantas pessoas vão estar no local e em qual jornada.
Produtividade por tipo de ambiente corporativo
Piso frio de escritório rende de 800 a 1.200 m² por servente em jornada de 8 horas; sala de reunião e corredor, perto do topo da faixa; banheiro, muito menos — 200 a 300 m². A referência mais usada no Brasil é a tabela da Instrução Normativa SEGES/MP 5/2017.
| Tipo de ambiente | m² por servente por dia | Observação |
|---|---|---|
| Piso frio (escritório, corredor) | 800 – 1.200 | estações de trabalho padrão, sem alta rotatividade |
| Carpete em escritório | 600 – 1.200 | inclui aspiração; mancha pontual à parte |
| Hall, saguão e recepção | 1.000 – 1.500 | piso brilhante, giro alto, exige repasse frequente |
| Sala de reunião e auditório | 800 – 1.000 | rotina entre reuniões, mesa, cadeira, equipamento |
| Banheiro coletivo | 200 – 300 | o ponto crítico do dimensionamento |
| Copa e refeitório | 400 – 600 | reposição e limpeza entre turnos |
| Garagem e circulação externa | 1.500 – 2.000 | varrição e lavagem programada |
Faixas aproximadas, baseadas na IN SEGES/MP 5/2017 (Anexo VI-B) e ajustadas ao mercado privado nas capitais atendidas.

Exemplo de dimensionamento
Andar corporativo com 1.400 m² de piso frio e 90 m² de banheiros: 1.400 ÷ 1.000 = 1,4 posto para o piso e 90 ÷ 250 = 0,36 posto para banheiros. O total gira em torno de 1,8 posto — na prática, 2 postos de 44 horas, com um deles reforçando banheiros nos horários de pico. É a conta que o encarregado da empresa parceira monta na visita técnica.
Em escritório com muita sala de reunião e copa — comum em consultoria, direito e tecnologia — a produtividade cai, porque a rotina ganha repasse entre reuniões. Vale somar meio posto extra para cobrir o giro, em vez de aceitar que o posto base dê conta de tudo.
O que muda entre edifício classe A, B e C
Edifício classe A pede padrão de limpeza mais alto (hall, elevador, pano branco, repasse mais frequente), tem regra de empreendimento (cadastro, uniforme, elevador de serviço) e empurra o preço para o topo da faixa. Classe B fica no meio; classe C, no piso, mas com menos exigência de registro e supervisão.
Classe A
Padrão alto de hall e elevador, cadastro de prestador, uniforme específico e acesso só pelo elevador de serviço — custo no topo da faixa.
Classe B
Padrão corporativo médio, rotina com encarregado itinerante, convenção coletiva aplicada e documentação mensal — custo médio.
Classe C
Padrão funcional, equipe menor, sem regra de empreendimento rígida — custo no piso, com menos linhas de supervisão.
Edifício misto
Clínica, consultório ou laboratório no mesmo prédio pedem produto e método próprios, com adicional por ambiente.
A classificação do edifício (padrão A, B ou C) é um dos primeiros dados que a empresa parceira pergunta: ela define o padrão de uniforme, o tipo de carrinho que entra pelo elevador de serviço e, em alguns casos, o perfil do próprio profissional que será alocado. Proposta sem essa linha costuma errar o dimensionamento.
Entre classe A e classe C no mesmo m², a diferença de preço do posto chega a 25% — não pela qualidade da pessoa alocada, mas pelo padrão de uniforme, pela regra do empreendimento e pelo tempo gasto em cadastro e circulação pelo elevador de serviço. O dado entra em qualquer orçamento sério.
Turno noturno, fim de semana e o adicional que entra
Posto em turno noturno (22h às 5h) acrescenta 20% ao valor da hora pela CLT (adicional noturno) e, somado ao próprio adicional cobrado pela empresa, chega a 25% a 40% sobre a diária. Fim de semana e feriado em escala 12x36 têm faixa própria, sempre discriminada na planilha.
| Turno | Base de cálculo | Adicional típico |
|---|---|---|
| Diurno em dias úteis | valor cheio da tabela | — |
| Noturno (22h às 5h) | hora noturna + margem da empresa | +25% a 40% |
| Sábado em escala | posto 12x36 ou posto extra | +15% a 25% |
| Domingo e feriado | hora dobrada quando sem folga compensatória | +30% a 50% |
| Horário restrito de shopping | ajuste logístico e cadastro | +10% a 20% |
A proposta precisa mostrar o adicional como linha separada do valor base do posto; adicional embutido no valor mensal esconde o cálculo e dificulta a comparação entre propostas.
A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos. Ao trabalho noturno terá acréscimo de 20% (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna.
O adicional noturno da CLT é a base; o percentual que a empresa prestadora aplica inclui a hora reduzida (52min30s), a provisão de descanso remunerado e a margem administrativa sobre essa hora. Por isso o número que chega à planilha fica entre 25% e 40%, e não nos 20% isolados da lei.
O que compõe o preço de um posto corporativo
Salário da convenção, encargos e provisões, benefícios, uniforme e EPI, reposição de férias e faltas, supervisão itinerante, taxa administrativa, margem e tributos sobre a nota. Em limpeza corporativa, as linhas de supervisão e EPI (NR-6) pesam mais do que em condomínio ou escritório pequeno.
| Linha | Base de cálculo | Valor mensal |
|---|---|---|
| Salário da convenção | piso corporativo com adicionais | R$ 1.950 |
| Encargos e provisões | cerca de 75% do salário | R$ 1.465 |
| Vale-transporte líquido | custo real menos 6% descontado | R$ 115 |
| Vale-alimentação | conforme convenção corporativa | R$ 580 |
| Uniforme corporativo e EPI | rateio mensal, troca semestral | R$ 55 |
| Reposição e supervisão | cobertura de férias, faltas e supervisor itinerante | R$ 240 |
| Taxa administrativa e margem | cerca de 8% a 10% | R$ 350 – 440 |
| Tributos sobre a nota | ISS, PIS, Cofins e outros | R$ 520 |
| Total do posto | — | entre R$ 5.250 e R$ 5.400 |
Exemplo para mostrar a lógica. Piso, benefícios, tributos e convenção coletiva variam por estado e município — o número final sai da planilha da proposta.
Se o preço do posto não fecha com o piso da convenção coletiva corporativa somado aos encargos, alguém deixa de ser pago. Como o contratante responde de forma subsidiária, a conta volta para a empresa — e o custo de uma reclamação trabalhista supera anos de economia.
Duas linhas explicam a diferença entre propostas semelhantes: benefícios da convenção (vale-alimentação muda muito entre estados) e a forma de cobrir férias e faltas. Posto sem reposição previsto na planilha é posto que vai aparecer vazio em dezembro — e a limpeza do andar executivo fica refém de improviso.
O que exigir na proposta corporativa
Planilha aberta, escopo por ambiente e frequência, regra de reposição em falta, indicadores de qualidade com desconto por não conformidade, reajuste atrelado à convenção e comprovação mensal de encargos. Em limpeza corporativa, soma-se o plano de limpeza por área e o cronograma de serviços especiais (vidros, carpete, reservatório).
- Planilha de composição com piso, encargos, benefícios, supervisão e margem — linha por linha.
- Escopo por ambiente: o que é feito diariamente, semanalmente e mensalmente em cada área.
- Reposição: em quanto tempo o posto é coberto em falta, férias ou afastamento.
- Indicadores: checklist de inspeção, nota mínima, consequência contratual quando a nota cair.
- Reajuste: data-base da convenção coletiva e índice aplicado aos demais itens da planilha.
- Documentos mensais: folha, guias de FGTS e INSS, certidões negativas, relatório da supervisão.
- Plano de limpeza por área: hall, elevadores, banheiros, copa, sala de reunião — frequência e método.
- Serviços especiais: vidros, carpete, reservatório, dedetização — cronograma e custo próprio.

Indicador sem consequência não muda nada. O contrato precisa dizer o que acontece quando a nota da inspeção fica abaixo do mínimo — desconto no mês, plano de ação, troca do profissional — e a empresa parceira precisa aceitar essa cláusula sem reserva.
Preço nas capitais atendidas
A faixa de R$ 4.500 a R$ 6.900 por posto e de R$ 5 a R$ 9 por m² vale para as seis capitais atendidas. O que mais muda entre elas é o piso e os benefícios da convenção coletiva de cada estado — e a oferta de equipe para turno noturno em edifício classe A.
Em São Paulo e Rio de Janeiro, a convenção empurra o posto para o topo da faixa em edifício classe A, principalmente pelo vale-alimentação e pelo adicional por tempo de serviço. Em Brasília, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador, a diferença entre a faixa alta e a faixa média é menor, mas o cadastro em prédio corporativo central ainda pesa no custo do primeiro mês.
Serviços corporativos que entram no mesmo contrato
Em sede corporativa, três ou quatro serviços costumam estar no mesmo contrato: a limpeza corporativa em si, a copeiragem terceirizada, a limpeza de vidros em altura (serviço pontual) e, quando há copa industrial, a higienização de coifa e exaustão.
Em sede com restaurante próprio ou refeitório interno, acrescente ao escopo a limpeza da área de alimentação dentro das boas práticas da Anvisa — é serviço com produto, método e registro próprios, cobrado como linha separada da rotina de escritório.
Como pagar o preço justo pela limpeza corporativa
Dimensione pela área e pela produtividade do seu tipo de ambiente, converta em custo por m² para a conversa com o financeiro e peça a planilha de composição aberta. A faixa de R$ 4.500 a R$ 6.900 por posto e de R$ 5 a R$ 9 por m² serve para achar o fora da curva — não para fechar na mais barata.
Depois de contratar, mantenha a retenção de 11% de INSS, exija os comprovantes mensais e meça a qualidade com checklist que gera consequência. É isso que transforma o custo do posto em serviço entregue, risco trabalhista controlado e andar corporativo apresentável no dia da reunião do conselho.
Termos usados neste artigo
- Posto fixo
- Uma pessoa alocada no endereço do contratante em jornada definida (em geral 44 horas semanais), cobrada por mês.
- Custo por m²
- Resultado da divisão do custo mensal dos postos pela área atendida; serve para comparar propostas no mesmo nível.
- Produtividade
- Área que um servente limpa em uma jornada de 8 horas, usada para dimensionar quantos postos o local precisa.
- Classe do edifício
- Classificação do mercado imobiliário corporativo (A, B ou C) por padrão construtivo e de serviços — define o padrão de limpeza esperado.
- Adicional noturno
- Acréscimo mínimo de 20% sobre a hora diurna (CLT, art. 73), aplicado ao trabalho entre 22h e 5h.
Os mesmos termos aparecem nas páginas de serviço e nos orçamentos da Limpeza Hub, para o artigo e a proposta falarem a mesma língua.
Fontes consultadas
- Decreto-Lei 5.452/1943 — CLTArt. 73: adicional noturno de 20% sobre a hora diurna e hora noturna reduzida.
- Lei 13.429/2017 — TerceirizaçãoRegulou a prestação de serviços a terceiros e a responsabilidade subsidiária do contratante.
- Lei 8.212/1991 — Seguridade SocialArt. 31: retenção de 11% sobre a nota de cessão de mão de obra.
- Instrução Normativa SEGES/MP 5/2017Anexo VI-B: tabela de produtividade de referência por tipo de ambiente.
- Súmula 448 do TSTCaracterização de insalubridade na limpeza de banheiro coletivo de grande circulação.
- Referência de preço Limpeza HubFaixa de mercado por posto e por m² em edifício corporativo nas seis capitais atendidas, com margem de cerca de 20%.
As leis valem em todo o país; piso salarial, convenção coletiva e padrão de empreendimento dependem de cada capital. A planilha da empresa contratada é o que vale no fim.
Equipe editorial Limpeza Hub
Conteúdo técnico sobre contratação de limpeza profissionalA equipe editorial escreve a partir das dúvidas que chegam nos pedidos de orçamento: quanto custa, o que entra, quanto tempo leva, o que pode dar errado. Cada regra é citada pela lei ou norma de origem, e cada preço vem da faixa praticada nas capitais atendidas.
Antes de publicar, o texto passa por operadores parceiros de limpeza corporativa — quem executa o serviço no dia a dia confirma etapas, prazos e cuidados.
Operadores parceiros de limpeza corporativa conferem processo e prazos.
Lei, norma ou órgão público indicado pelo nome e pelo artigo.
Preços e regras revistos quando o mercado ou a lei mudam.


