A resposta em uma frase
A limpeza de condomínio custa entre R$ 4.500 e R$ 6.900 por posto de 44 horas semanais nas capitais atendidas; um prédio de 60 unidades costuma precisar de dois postos, o que dá entre R$ 150 e R$ 230 por unidade ao mês, e o número de postos sai das áreas comuns — hall, andares, garagem e lazer —, não do número de apartamentos.
O essencial em cinco pontos
- O preço é cobrado por posto (uma pessoa em jornada definida); prédio pequeno pode usar jornada de 30 horas, de R$ 3.300 a R$ 5.000.
- Quem define o tamanho da equipe é a área comum: garagem grande e área de lazer pesam mais do que o número de andares.
- Dividido por unidade, o custo cai com o porte do prédio, mas condomínio-clube volta a subir por causa do lazer.
- Funcionário próprio parece mais barato no papel; a diferença diminui quando entram cobertura de férias, faltas e rescisão.
- Material de consumo, reservatório, fachada e vidros em altura ficam fora do preço do posto e precisam de linha própria no orçamento do condomínio.
A seguir: a tabela de referência, a conta de dimensionamento, o rateio por unidade e o roteiro para o síndico comparar propostas.
Neste artigo
No orçamento anual do condomínio, a limpeza costuma ser a segunda maior despesa, atrás só da portaria. Mesmo assim, poucos síndicos sabem dizer de onde saiu o número: a proposta chega em reais por posto, a assembleia pergunta quanto isso pesa na taxa e ninguém tem a conta pronta.
Este artigo faz as três contas. Quanto custa a limpeza de condomínio terceirizada por posto, quantas pessoas o prédio precisa pelas áreas comuns e quanto isso representa por unidade — com a comparação honesta contra o funcionário contratado direto pelo condomínio.
Preço de referência da limpeza de condomínio
Posto de 44 horas semanais em condomínio custa de R$ 4.500 a R$ 6.900 por mês nas capitais atendidas. Jornada de 30 horas fica entre R$ 3.300 e R$ 5.000, e o encarregado entra como posto próprio só em condomínio grande.
| Posto | Jornada | Faixa por mês | Quando usar |
|---|---|---|---|
| Auxiliar de limpeza | 44 h semanais | R$ 4.500 – 6.900 | o posto padrão de prédio médio e grande |
| Auxiliar de limpeza | 30 h semanais | R$ 3.300 – 5.000 | prédio pequeno ou reforço em horário de pico |
| Encarregado ou líder | 44 h semanais | R$ 6.150 – 9.400 | condomínio com 6 a 8 postos ou mais |
| Domingo e feriado | escala extra | +30% a 50% sobre a hora | quando a convenção do prédio exige limpeza nesses dias |
| Material de consumo | mensal | linha à parte | saco de lixo, produto, papel e reposição |
Referência de mercado compilada pela Limpeza Hub, com margem de cerca de 20%. Piso salarial e benefícios mudam pela convenção coletiva de cada estado.
A faixa é a mesma da terceirização em escritório porque a base é a mesma: salário da convenção, encargos, benefícios e gestão. O que muda no condomínio é o escopo, espalhado por áreas com frequências diferentes, e a forma de pagar, que sai da taxa de cada unidade. Para a visão geral da contratação comercial, vale o guia de limpeza comercial e terceirizada.
Quantos profissionais de limpeza o condomínio precisa
Some a área de cada espaço comum, divida pela produtividade de referência e ajuste pela frequência: hall e andares são diários, garagem costuma ser varrida em dias alternados, lazer depende do uso. Um prédio de uma torre, 15 andares e dois subsolos de garagem fica perto de 1,6 posto — na prática, dois.
- Liste as áreas comuns. Hall social e portaria, halls de andar, escadas, elevadores, garagem e rampas, salão de festas, academia, piscina, brinquedoteca e casa de lixo.
- Meça cada uma. A planta do condomínio ou o memorial descritivo traz a área; garagem e lazer são os números que mais pesam.
- Defina a frequência. Hall, andares e elevadores todo dia; garagem em dias alternados e lavagem mensal; lazer depois de cada uso reservado.
- Divida pela produtividade. Hall e circulação rendem de 1.000 a 1.500 m² por pessoa por dia; garagem, de 1.500 a 2.000 m² na varrição.
- Arredonde com critério. 1,6 posto vira dois postos de 44 horas ou um de 44 horas mais um de 30 horas, conforme o horário de maior uso.
| Área | Tamanho | Frequência | Fração de posto |
|---|---|---|---|
| Hall social e portaria | 150 m² | diária | 0,15 |
| Halls de andar (15 × 30 m²) | 450 m² | diária | 0,45 |
| Garagem e rampas | 1.600 m² | varrição 3 vezes por semana | 0,40 |
| Salão, academia e brinquedoteca | 300 m² | diária e pós-evento | 0,30 |
| Escadas, elevadores e casa de lixo | 15 andares | diária e semanal | 0,30 |
| Total | — | — | cerca de 1,6 posto |
Produtividade aproximada, baseada na IN SEGES/MP 5/2017 (Anexo VI-B) e ajustada à rotina de condomínio. A conta real sai da visita técnica da empresa parceira.

O erro mais comum é dimensionar pelo número de apartamentos. Dois prédios de 60 unidades podem precisar de equipes diferentes: um com garagem descoberta e sem lazer resolve com um posto e meio; outro com três subsolos, piscina e salão de festas disputado pede dois postos e reforço no fim de semana.
Quanto a limpeza pesa na taxa de cada unidade
Divida o custo mensal dos postos pelo número de unidades. Em prédio pequeno, o valor por unidade é alto porque uma pessoa atende poucos apartamentos; em prédio médio e grande, cai para R$ 125 a R$ 230; em condomínio-clube, o lazer segura o valor nessa faixa mesmo com centenas de unidades.
| Perfil do condomínio | Equipe | Custo mensal | Por unidade |
|---|---|---|---|
| 1 torre, 16 unidades, sem lazer | 1 posto de 30 h | R$ 3.300 – 5.000 | R$ 205 – 315 |
| 1 torre, 60 unidades, 2 subsolos | 2 postos de 44 h | R$ 9.000 – 13.800 | R$ 150 – 230 |
| 3 torres, 180 unidades, lazer básico | 5 postos de 44 h | R$ 22.500 – 34.500 | R$ 125 – 190 |
| Condomínio-clube, 6 torres, 480 unidades | 12 postos + 1 encarregado | R$ 60.150 – 92.200 | R$ 125 – 190 |
Valores calculados com o piso e o teto de cada faixa (R$ 3.300 a R$ 5.000 para 30 h, R$ 4.500 a R$ 6.900 para 44 h e R$ 6.150 a R$ 9.400 para encarregado). O rateio real segue a fração ideal de cada unidade, salvo regra diferente na convenção do condomínio.
O valor por unidade é uma divisão por igual. Pelo Código Civil (art. 1.336, I), cada condômino contribui para as despesas na proporção da sua fração ideal, a não ser que a convenção diga outra coisa — então cobertura e apartamento de dois quartos pagam valores diferentes pela mesma limpeza.
Essa conta é a que funciona em assembleia. Dizer que a limpeza custa de R$ 9.000 a R$ 13.800 assusta; mostrar que são de R$ 150 a R$ 230 por unidade, com hall, andares, garagem e lazer limpos todos os dias, coloca a discussão no lugar certo: o padrão que o prédio quer pagar.
Funcionário próprio ou terceirizada: a conta do custo
Com salário hipotético de R$ 1.900, o faxineiro contratado pelo condomínio custa perto de R$ 4.200 por mês com encargos, benefícios e cobertura de férias; o posto terceirizado fica entre R$ 4.500 e R$ 6.900. A diferença, que começa em algumas centenas de reais, paga a reposição de faltas, a supervisão e a transferência da gestão trabalhista.
| Linha | Funcionário próprio | Posto terceirizado |
|---|---|---|
| Salário e encargos (cerca de 75%) | R$ 3.325 | incluso no posto |
| Vale-transporte e alimentação | R$ 610 | incluso no posto |
| Uniforme e EPI | R$ 40 | incluso no posto |
| Cobertura de férias e faltas | R$ 250 (folguista ou diarista) | incluso no posto |
| Supervisão e troca de profissional | tempo do síndico e da administradora | incluso no posto |
| Total mensal | cerca de R$ 4.225 | R$ 4.500 – 6.900 |
Exemplo para mostrar a lógica. Piso, benefícios e encargos variam pela convenção coletiva de cada estado; condomínio não é empresa e não usa o regime do Simples Nacional.
O que a tabela não mostra é o custo que aparece de uma vez: aviso prévio e multa do FGTS quando o funcionário sai, reclamação trabalhista anos depois e o mês em que ninguém cobre as férias. No modelo próprio, tudo isso é do condomínio; no terceirizado, é da empresa contratada — com a ressalva de que o condomínio responde de forma subsidiária se ela não pagar.
Na cessão de mão de obra, o condomínio retém 11% de INSS sobre a nota (Lei 8.212/1991, art. 31) e deve conferir todo mês os comprovantes de salário, FGTS e INSS dos profissionais do posto. Sem essa conferência, a economia de gestão vira risco.
Para a decisão completa entre os dois modelos, com a simulação lado a lado e os custos que não aparecem na folha, veja a comparação entre equipe CLT e terceirizada. O ponto aqui é só o preço: na maior parte dos prédios, a diferença mensal é pequena perto do que ela compra.
O que faz o preço da limpeza do condomínio subir ou descer
Oito fatores explicam quase toda a diferença entre propostas para o mesmo prédio: tamanho da garagem, área de lazer, número de torres, escala de domingo e feriado, casa de lixo e coleta seletiva, padrão do acabamento, convenção coletiva do estado e o material de consumo incluso ou não.
Garagem e rampas
Subsolo grande com piso de concreto acumula pó de pneu e óleo; lavagem mensal entra na escala e no tempo.
Área de lazer
Salão de festas, academia, piscina e brinquedoteca pedem limpeza diária e repasse depois de cada evento.
Torres e andares
Cada torre a mais repete hall, elevadores e escadas; prédio alto pede escala semanal só para a escadaria.
Domingo e feriado
Quando o regulamento exige limpeza nesses dias, a escala extra tem adicional sobre a hora.
Lixo e coleta seletiva
Retirada diária dos andares, separação por material e higienização da casa de lixo ocupam parte fixa da jornada.
Padrão do acabamento
Piso de pedra natural, espelho e inox no hall exigem produto específico e repasse mais frequente.
Convenção coletiva
Piso salarial e vale-alimentação mudam de um estado para outro e movem o posto dentro da faixa.
Material de consumo
Proposta com material incluso parece mais cara; a sem material transfere a compra para o condomínio.
Garagem e lazer são os dois fatores que mais mudam o número de postos. Um prédio com garagem descoberta e sem salão de festas fica no piso da conta; um condomínio com três subsolos e área de lazer completa precisa de reforço, mesmo com o mesmo número de apartamentos. Antes de pedir proposta, descreva essas áreas no pedido de orçamento de limpeza de condomínio — é o que permite à empresa parceira acertar o dimensionamento na primeira visita.
O que fica fora do preço do posto
O posto cobre a rotina das áreas comuns. Limpeza de reservatório, fachada, vidros acima da altura de escada, dedetização e material de consumo são contratados à parte, com orçamento e calendário próprios — e precisam estar previstos no orçamento anual do condomínio.
| Serviço | Faixa de referência | Frequência comum |
|---|---|---|
| Limpeza de reservatório predial | R$ 1.700 a R$ 3.150 por reservatório | semestral ou conforme regra municipal |
| Limpeza de fachada | R$ 18 a R$ 30 por m² | conforme deliberação em assembleia |
| Vidros em altura | R$ 14 a R$ 25 por m² de vidro | trimestral ou semestral |
| Material de consumo | conforme área e uso | compra mensal |
| Dedetização e controle de pragas | sob orçamento | conforme exigência municipal |
Faixas das páginas de serviço da Limpeza Hub, com margem de cerca de 20%. Vidro e fachada acima de 2 metros seguem a NR-35, de trabalho em altura.
Esses serviços somados podem passar de um mês inteiro de limpeza por ano. Condomínio que não os prevê no orçamento acaba chamando assembleia extraordinária ou cortando a frequência do posto para pagar a fachada — e a limpeza do dia a dia é a primeira a sentir.
Como o síndico compara propostas de limpeza
Peça que todas as empresas respondam ao mesmo escopo, por área e frequência, com planilha de custos aberta, regra de reposição por escrito, material incluso ou não e a documentação mensal que vão entregar. Proposta que não segue o escopo não entra na comparação.
- Escopo único: envie a lista de áreas e frequências a todas as empresas, para que todas orcem a mesma coisa.
- Planilha de custos aberta: piso da convenção, encargos, benefícios, supervisão, margem e tributos, linha por linha.
- Material de consumo: incluso ou à parte, com a lista do que entra e a estimativa mensal.
- Reposição: em quanto tempo o posto é coberto em falta, férias ou afastamento.
- Escala especial: domingo, feriado e limpeza do salão depois de evento, com o valor de cada uma.
- Documentos mensais: folha, guias de FGTS e INSS e certidões, para o síndico conferir antes de pagar a nota.
- Reajuste e saída: data-base da convenção coletiva e prazo de aviso para encerrar o contrato.

Compete ao síndico: […] diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores.
A limpeza das áreas comuns é exatamente esse tipo de serviço, e o orçamento das despesas é aprovado pela assembleia (art. 1.350 do mesmo código). Levar três propostas comparáveis, com a conta por unidade, protege o síndico na prestação de contas. Os critérios para avaliar a empresa além do preço estão no roteiro de como escolher a terceirizada.
Preço da limpeza de condomínio nas capitais atendidas
A faixa de R$ 4.500 a R$ 6.900 por posto vale para as seis capitais atendidas. O que mais muda entre elas é o piso e o vale-alimentação da convenção coletiva de cada estado, e o perfil dos condomínios: torres altas com garagem em subsolo pedem mais equipe do que prédios baixos.
Ao comparar o custo do seu prédio com o de um condomínio em outra capital, compare a fração de posto por área, não o valor da nota. A convenção coletiva pode mudar o preço do posto em algumas centenas de reais, mas é o dimensionamento que decide se o prédio paga dois postos ou três.
Serviços que o condomínio contrata além da rotina
Além do posto de limpeza, o condomínio costuma contratar a limpeza dos reservatórios, a lavagem da fachada, os vidros em altura e, quando há cisterna de reuso, a higienização dela — cada um com calendário próprio.
Montar um calendário anual com esses serviços, ao lado da rotina do posto, evita a surpresa no fim do ano e deixa claro para os condôminos o que a taxa de limpeza cobre e o que vem como despesa programada.
Como pagar o preço justo pela limpeza do condomínio
Dimensione pelas áreas comuns, não pelo número de apartamentos, converta o custo em valor por unidade para a assembleia e peça a planilha de custos aberta. A faixa de R$ 4.500 a R$ 6.900 por posto serve para achar a proposta fora da curva, não para escolher a mais barata.
Depois de contratar, faça a retenção de 11% de INSS, confira os comprovantes mensais e coloque reservatório, fachada e vidros no orçamento anual. É o que mantém a taxa previsível e as áreas comuns no padrão que os condôminos aprovaram.
Termos usados neste artigo
- Posto de trabalho
- Uma pessoa alocada no condomínio em jornada definida (por exemplo, 44 horas semanais), cobrada por mês.
- Áreas comuns
- Partes do condomínio de uso de todos os condôminos, como hall, escadas, elevadores, garagem e área de lazer.
- Fração ideal
- Parte de cada unidade no terreno e nas áreas comuns; é a base do rateio das despesas, salvo regra diferente na convenção.
- Folguista
- Profissional que cobre folgas, férias e faltas do titular do posto; na terceirização, essa cobertura já entra no preço.
- Cessão de mão de obra
- Colocação de trabalhadores à disposição do contratante, nas dependências dele, para serviço contínuo; obriga a retenção de 11% de INSS.
Os mesmos termos aparecem nas páginas de serviço e nos orçamentos da Limpeza Hub, para o artigo e a proposta falarem a mesma língua.
Fontes consultadas
- Lei 10.406/2002 — Código CivilArt. 1.336, I (rateio pela fração ideal), art. 1.348, V (dever do síndico com as partes comuns) e art. 1.350 (aprovação do orçamento em assembleia).
- Lei 6.019/1974 — Prestação de serviços a terceirosArt. 5º-A, § 5º: responsabilidade subsidiária do contratante pelas obrigações trabalhistas.
- Lei 8.212/1991 — Organização da Seguridade SocialArt. 31: retenção de 11% sobre a nota de cessão de mão de obra.
- Instrução Normativa SEGES/MP 5/2017Anexo VI-B: produtividade de referência por tipo de área, usada no dimensionamento.
- Referência de preço Limpeza HubFaixa de mercado por posto nas seis capitais atendidas, com margem de cerca de 20%.
As leis valem em todo o país; piso salarial e benefícios dependem da convenção coletiva de cada estado. O valor que vale para o seu condomínio é o da proposta por escrito da empresa que vai executar.
Equipe editorial Limpeza Hub
Conteúdo técnico sobre contratação de limpeza profissionalA equipe editorial escreve a partir das dúvidas que chegam nos pedidos de orçamento: quanto custa, o que entra, quanto tempo leva, o que pode dar errado. Cada regra é citada pela lei ou norma de origem, e cada preço vem da faixa praticada nas capitais atendidas.
Antes de publicar, o texto passa por operadores parceiros de limpeza de condomínio — quem executa o serviço no dia a dia confirma etapas, prazos e cuidados.
Operadores parceiros de limpeza de condomínio conferem processo e prazos.
Lei, norma ou órgão público indicado pelo nome e pelo artigo.
Preços e regras revistos quando o mercado ou a lei mudam.


