A resposta em uma frase
A limpeza industrial custa entre R$ 4.900 e R$ 7.500 por posto de 44 horas semanais nas capitais atendidas; uma fábrica média com administrativo, refeitório, vestiários e expedição em dois turnos costuma precisar de cinco postos, entre R$ 24.500 e R$ 37.500 por mês, e o número sai dos setores e dos turnos da planta, não da área construída.
O essencial em cinco pontos
- O preço é cobrado por posto (uma pessoa em jornada definida), um pouco acima do escritório por causa de EPI, integração de segurança e rotina pesada.
- O tamanho da equipe sai dos setores e turnos: refeitório e vestiário pesam mais do que os metros quadrados do galpão.
- Cada turno extra é, na prática, uma nova equipe; o posto noturno soma o adicional de pelo menos 20% sobre a hora previsto na CLT.
- Insalubridade entra quando o laudo da planta indica exposição; é custo do posto, e precisa estar na planilha da proposta.
- Limpeza técnica de máquina, trabalho em altura, espaço confinado e resíduo perigoso ficam fora do posto e são orçados à parte.
A seguir: a tabela por tipo de posto, a conta por setor, o custo dos turnos, o que a segurança do trabalho muda no preço e o roteiro para comparar propostas.
Neste artigo
Indústria compra limpeza de um jeito diferente de escritório. A proposta chega em reais por posto, mas quem aprova quer saber outra coisa: quantas pessoas cobrem refeitório, vestiário e chão de fábrica em cada turno, e se o contrato aguenta uma auditoria de segurança ou de cliente.
Este artigo faz a conta da limpeza de indústria com empresa parceira: faixa por posto, dimensionamento por setor, custo do segundo e do terceiro turno, peso da insalubridade e o que fica fora da rotina. Para a visão geral de contratos de limpeza comercial, o guia de limpeza comercial e terceirizada organiza os modelos.
Tabela de preço do posto de limpeza em indústria
Posto de 44 horas semanais em indústria custa entre R$ 4.900 e R$ 7.500 por mês nas capitais atendidas. Posto noturno fica de 10% a 20% acima pelo adicional sobre a hora; escala 12x36 para cobrir sete dias pede dois profissionais por posto; encarregado só entra como posto próprio a partir de seis a oito postos.
| Posto | Jornada | Faixa por mês | Quando usar |
|---|---|---|---|
| Auxiliar de limpeza, turno diurno | 44 h semanais | R$ 4.900 – 7.500 | administrativo, refeitório, vestiário e expedição |
| Auxiliar de limpeza, turno noturno | 44 h semanais | R$ 5.600 – 8.750 | fábrica com terceiro turno ou produção contínua |
| Cobertura de sete dias | 12x36, dois profissionais | R$ 10.150 – 15.650 | portaria, refeitório e vestiário de operação contínua |
| Encarregado ou líder | 44 h semanais | R$ 6.600 – 10.000 | contrato com seis a oito postos ou mais |
| Insalubridade | conforme laudo | acréscimo sobre o posto | quando o laudo da planta aponta exposição |
| Material e equipamento | mensal | linha à parte | produto, saco de lixo, papel, lavadora de piso |
Faixa do posto diurno de R$ 4.900 a R$ 7.500: referência de mercado da Limpeza Hub para as capitais atendidas, com margem de cerca de 20%. Faixas de noturno, 12x36 e encarregado derivadas da base e conferidas com operadores parceiros; piso e benefícios mudam pela convenção coletiva de cada estado.
A indústria fica acima do escritório pela mesma razão que fica abaixo do hospital: o salário da convenção é parecido, mas o posto carrega EPI completo, exames, integração de segurança e uma rotina mais pesada de vestiário e refeitório. O que mais move o total, porém, não é o preço do posto — é quantos postos o contrato soma.
O que cada setor da fábrica pesa na equipe
Refeitório e vestiário são os setores que mais consomem horas, porque têm pico em cada troca de turno e cada refeição. Administrativo e expedição seguem rotina de escritório e galpão. Chão de fábrica entra só em limpeza leve de áreas liberadas; máquina e linha de produção são outro serviço.
| Setor | Rotina | Pico de trabalho | Peso na equipe |
|---|---|---|---|
| Administrativo e salas de reunião | diária, como escritório | início do expediente | baixo |
| Refeitório e copa | depois de cada refeição | almoço, jantar e ceia de cada turno | alto |
| Vestiários e banheiros | várias vezes por turno | entrada e saída de turno | alto |
| Chão de fábrica (áreas liberadas) | varrição e limpeza leve | intervalo e troca de turno | médio |
| Expedição e almoxarifado | piso e prateleiras | fim do turno | médio |
| Pátio, portaria e guarita | diária ou alternada | manhã | baixo |
Composição mais comum nas plantas atendidas pelas empresas parceiras. O peso real de cada setor sai da visita técnica.
Vestiário é o setor que mais engana na conta. Duzentas pessoas trocando de roupa e tomando banho em vinte minutos deixam o ambiente pronto para uma limpeza completa três vezes por dia em fábrica de dois turnos — e é lá que a reclamação aparece primeiro quando a equipe é curta.
Banheiro e vestiário de uso coletivo também puxam a insalubridade, tratada mais adiante. Por isso, o escopo de cada setor precisa vir escrito na proposta, com frequência e horário, e não resumido como “limpeza geral da planta”.
Quantos auxiliares de limpeza a indústria precisa
Liste os setores, os turnos e o número de pessoas que usam refeitório e vestiário, some as horas de cada rotina e divida pela jornada do posto. Uma fábrica com 200 funcionários em dois turnos, administrativo de 600 m² e expedição de 1.500 m² fica perto de cinco postos: entre R$ 24.500 e R$ 37.500 por mês.
- Liste setores e turnos. Para cada setor, anote em quais turnos ele funciona; refeitório que serve almoço e jantar tem dois picos.
- Conte as pessoas. O número de usuários de vestiário e refeitório por turno pesa mais do que a área desses espaços.
- Meça as áreas de rotina. Administrativo, expedição e almoxarifado são dimensionados por metro quadrado, como escritório e galpão.
- Some as horas por turno. Cada rotina vira horas de trabalho; o total do turno, dividido pela jornada, dá o número de postos daquele turno.
- Arredonde por turno, não pelo total. Meio posto no turno da noite não se junta ao meio posto do dia: são equipes que nunca se encontram.
| Setor | Turno A | Turno B | Postos |
|---|---|---|---|
| Administrativo (600 m²) | 0,6 | — | 0,6 |
| Refeitório (almoço e jantar) | 0,8 | 0,6 | 1,4 |
| Vestiários e banheiros | 0,8 | 0,7 | 1,5 |
| Expedição, almoxarifado e áreas liberadas | 0,6 | 0,4 | 1,0 |
| Pátio e portaria | 0,3 | — | 0,3 |
| Total arredondado | 3 postos | 2 postos | 5 postos: R$ 24.500 – 37.500 |
Conta com a faixa de R$ 4.900 a R$ 7.500 por posto diurno, sem insalubridade, adicional noturno e material. A conta real sai da visita técnica da empresa parceira.

O erro mais caro é dimensionar pela área construída. Dois galpões de 5.000 m² podem precisar de equipes muito diferentes: um centro de distribuição com quarenta pessoas resolve com dois postos; uma fábrica de alimentos com trezentas pessoas em três turnos passa de dez.
Segundo e terceiro turno: quanto cada um soma
Cada turno com refeitório e vestiário em uso pede equipe própria. O segundo turno costuma somar de 60% a 80% do custo do primeiro, porque o administrativo já está vazio; o terceiro, noturno, soma menos postos, mas cada um custa de 10% a 20% a mais pelo adicional noturno previsto na CLT.
Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna.
| Operação | Postos | Faixa mensal |
|---|---|---|
| Um turno (administrativo e produção diurna) | 3 | R$ 14.700 – 22.500 |
| Dois turnos | 5 | R$ 24.500 – 37.500 |
| Três turnos (noite com dois postos noturnos) | 7 | R$ 35.700 – 55.000 |
Postos diurnos pela faixa de R$ 4.900 a R$ 7.500 e noturnos pela de R$ 5.600 a R$ 8.750. Sem insalubridade, material e cobertura de fim de semana. Referência com margem de cerca de 20%.
Hora noturna também é mais curta: pela mesma CLT, conta 52 minutos e 30 segundos entre as 22h e as 5h. Por isso o posto da noite rende um pouco menos por relógio, e a proposta que cobre o terceiro turno com o mesmo número de pessoas do dia costuma estar subdimensionada.
EPI, integração e insalubridade: o que a segurança muda no preço
Na indústria, o posto de limpeza carrega custos que o escritório não tem: integração de segurança antes de começar, EPI completo de acordo com a área, exames ocupacionais e, quando o laudo da planta aponta exposição, adicional de insalubridade de 10%, 20% ou 40%, conforme o grau definido pela NR-15.
Integração de segurança
Cada profissional passa pela integração exigida pela fábrica antes do primeiro dia. Troca frequente de equipe vira hora parada e custo escondido.
EPI por área
Capacete, óculos, protetor auricular e botina são o mínimo em chão de fábrica. EPI específico da planta entra no contrato, com quem fornece e repõe.
Insalubridade por laudo
O grau (10%, 20% ou 40%) sai do laudo técnico, não da negociação. Banheiro coletivo de grande circulação costuma entrar em grau máximo.
Cobertura de faltas
Fábrica não para quando alguém falta. Reposição no mesmo turno precisa de prazo no contrato e de gente já integrada.
Proposta sem a linha de insalubridade não é mais barata: é incompleta. Se o laudo da planta prevê o adicional e a empresa parceira não o cobra, o passivo trabalhista aparece depois — e, pela Lei 13.429/2017, a contratante responde de forma subsidiária pelas obrigações trabalhistas do período do contrato.
Vale pedir que a proposta traga a planilha de custo aberta por posto, com salário, encargos, benefícios, insalubridade, EPI e taxa de administração. É o único jeito de saber se duas propostas cobrem a mesma coisa. O artigo sobre CLT ou terceirização de limpeza detalha esses encargos.
O que a limpeza de rotina não cobre na fábrica
Ficam fora do posto: limpeza técnica de máquina e linha de produção, que exige parada e bloqueio de energia; trabalho acima de 2 metros (NR-35), como telhado, viga e luminária alta; entrada em tanque, silo ou reservatório (NR-33); coleta de resíduo perigoso; e limpeza pesada de galpão novo ou reformado.
| Serviço | Por que fica fora | Como é orçado |
|---|---|---|
| Limpeza técnica de máquina e linha | exige parada, bloqueio de energia e equipe da manutenção | por parada programada |
| Telhado, vigas, luminárias e calhas | trabalho em altura, com treinamento e equipamento (NR-35) | por serviço, após vistoria |
| Tanque, silo, caixa d’água e cisterna | espaço confinado, com permissão de entrada (NR-33) | por reservatório |
| Dutos de exaustão e ar central | equipamento próprio e relatório técnico | por metro ou por equipamento |
| Galpão novo ou após reforma | volume de resíduo de obra muito acima da rotina | por metro quadrado |
| Resíduo perigoso e efluente | transporte e destinação licenciados | por coleta, com empresa licenciada |
Escopo mais comum entre as empresas parceiras. Cada contrato pode incluir ou excluir itens; o que importa é estar escrito.
Esses serviços pedem calendário próprio. A limpeza pós-obra de galpão entra uma vez, antes da operação; a limpeza de dutos e a do reservatório seguem ciclo anual ou semestral. Misturar tudo no posto mensal só esconde o custo e deixa o serviço sem responsável.
O que exigir na proposta de limpeza industrial
Peça a planilha aberta por posto, o dimensionamento por setor e turno, a linha de insalubridade conforme o laudo, a lista de EPI e quem fornece, o prazo de reposição de falta, a comprovação mensal de encargos e o escopo do que fica fora. Proposta com preço global “pela planta” impede comparar empresas.
- Planilha de custo por posto: salário, encargos, benefícios, insalubridade, EPI e taxa.
- Dimensionamento por setor e por turno, com horário de cada rotina.
- Integração e EPI: quem fornece, quem repõe e em que prazo.
- Reposição de falta no mesmo turno, com prazo em horas.
- Comprovação mensal de salário, FGTS e INSS dos profissionais alocados.
- Escopo excluído escrito: máquina, altura, espaço confinado, resíduo perigoso.

Com essa lista, duas propostas de valores diferentes viram comparáveis linha a linha. Quase sempre, a mais barata tem um posto a menos no turno da noite, deixou a insalubridade de fora ou não prevê reposição de falta — e a diferença volta como reclamação no vestiário ou como passivo trabalhista. Para os critérios além do preço, vale o artigo sobre como escolher empresa de limpeza terceirizada.
Preço nas capitais atendidas
A faixa de R$ 4.900 a R$ 7.500 por posto vale nas seis capitais atendidas. O que muda entre elas é o piso da convenção coletiva de cada estado, o vale-transporte em plantas afastadas do centro e a regra local de insalubridade aplicada pelos laudos.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, os polos industriais ficam longe do centro, e o transporte pesa no posto. Em Curitiba e Belo Horizonte, a indústria de transformação concentra contratos de três turnos. Em Brasília e Salvador, predominam centros de distribuição e plantas menores, com um ou dois turnos.
Serviços que costumam entrar no mesmo contrato
Quem contrata a limpeza da fábrica quase sempre precisa também de copeiragem no administrativo, limpeza de restaurante quando o refeitório tem cozinha própria e serviços especiais com calendário próprio, como caixa d’água e dutos.
Concentrar a rotina num contrato e os serviços especiais num calendário anual dá ao gestor uma visão completa do custo de limpeza da planta. É também o que a auditoria de cliente costuma pedir: quem limpa o quê, com que frequência e com que registro.
Como pagar o preço justo pela limpeza da fábrica
Comece pelos setores e turnos, não pela área: quantas pessoas usam refeitório e vestiário em cada turno, e em que horários. Com isso, a faixa de R$ 4.900 a R$ 7.500 por posto vira régua para conferir se a proposta dimensionou a planta de verdade.
Depois, exija a planilha aberta, a insalubridade pelo laudo e o escopo excluído por escrito. Pagar o preço justo, aqui, é pagar pelo número certo de postos em cada turno — e não descobrir na primeira auditoria que o terceiro turno ficou sem ninguém.
Termos usados neste artigo
- Posto de limpeza
- Uma pessoa em jornada definida, coberta pela empresa contratada em férias, faltas e afastamentos; é a unidade de preço do contrato.
- Adicional noturno
- Acréscimo de pelo menos 20% sobre a hora diurna, previsto no art. 73 da CLT para o trabalho entre 22h e 5h.
- Escala 12x36
- Jornada de 12 horas de trabalho seguidas de 36 de descanso; cobrir um posto sete dias por semana exige dois profissionais.
- Insalubridade
- Exposição a agente nocivo acima do limite da NR-15, que dá direito a adicional de 10%, 20% ou 40%, conforme o grau definido em laudo.
- Integração de segurança
- Treinamento obrigatório da fábrica sobre riscos, rotas, áreas restritas e EPI, feito antes de o profissional começar.
Os mesmos termos aparecem nas páginas de serviço e nos orçamentos da Limpeza Hub, para o artigo e a proposta falarem a mesma língua.
Fontes consultadas
- Decreto-Lei 5.452/1943 — CLTArt. 73: adicional de pelo menos 20% e hora noturna reduzida entre 22h e 5h.
- Lei 13.429/2017 — TerceirizaçãoResponsabilidade subsidiária da contratante pelas obrigações trabalhistas do período do contrato.
- NR-15 — Atividades e operações insalubresGraus de insalubridade e percentuais de 10%, 20% e 40%.
- Referência de preço Limpeza HubFaixa de mercado do posto de limpeza em indústria nas seis capitais atendidas, com margem de cerca de 20%; faixas de noturno, 12x36, encarregado e dimensionamento derivados da base e conferidos com operadores parceiros.
Os números são referência de mercado, não tabela. A proposta final depende da visita técnica, do laudo da planta e da convenção coletiva do estado.
Equipe editorial Limpeza Hub
Conteúdo técnico sobre contratação de limpeza profissionalA equipe editorial escreve a partir das dúvidas que chegam nos pedidos de orçamento: quanto custa, o que entra, quanto tempo leva, o que pode dar errado. Cada regra é citada pela lei ou norma de origem, e cada preço vem da faixa praticada nas capitais atendidas.
Antes de publicar, o texto passa por operadores parceiros de limpeza terceirizada em indústria — quem executa o serviço no dia a dia confirma etapas, prazos e cuidados.
Operadores parceiros de limpeza terceirizada em indústria conferem processo e prazos.
Lei, norma ou órgão público indicado pelo nome e pelo artigo.
Preços e regras revistos quando o mercado ou a lei mudam.


