A resposta em uma frase
A higienização de ar central custa de R$ 630 a R$ 1.150 por equipamento nas capitais atendidas: uma evaporadora cassete ou de VRF fica perto do início da faixa, e fancoil e self-contained de grande porte ficam perto do teto — e o valor por equipamento cai quando o andar ou o prédio inteiro entra na mesma programação.
O essencial em quatro pontos
- O preço é por equipamento, não por metro quadrado: um andar com dez cassetes custa perto de dez vezes um cassete, menos o desconto de volume.
- Cassete e evaporadora de VRF ficam de R$ 480 a R$ 750; fancoil e self-contained, de R$ 700 a R$ 1.150, porque têm serpentina, bandeja e gabinete maiores.
- Horário noturno, acesso por forro e bandeja com lodo são os acréscimos que mais sobem o orçamento e precisam vir escritos.
- A limpeza de dutos e o PMOC são serviços próprios: entram no pedido, mas com preço separado.
A seguir, a tabela por tipo de equipamento, o que entra no preço, os acréscimos, a conta de um andar inteiro e o que exigir no orçamento.
Neste artigo
Em prédio com ar central, ninguém vê a sujeira até ela aparecer como reclamação: cheiro de mofo na sala de reunião, gente espirrando no mesmo andar, grelha com mancha escura no forro. Quando o síndico ou o gestor pede preço, descobre que cada empresa conta de um jeito — por aparelho, por andar, por visita — e que os orçamentos raramente comparam a mesma coisa.
Este artigo abre a conta da higienização de ar central feita por empresa parceira: preço por tipo de equipamento, o que é limpeza e o que é manutenção, quanto o horário fora do expediente soma e como comparar propostas. Para ver como o ar central se encaixa entre água, ar, fachada e sinistro, o guia de limpezas especializadas organiza os serviços técnicos.
Tabela de preço por tipo de equipamento
A referência é de R$ 630 a R$ 1.150 por equipamento. Cassete e evaporadora interna de VRF ficam entre R$ 480 e R$ 750; evaporadora de duto embutida no forro, entre R$ 530 e R$ 810; fancoil, entre R$ 700 e R$ 1.050; e self-contained, entre R$ 750 e R$ 1.150. Equipamento maior que isso é orçado depois de vistoria.
| Equipamento | Onde costuma estar | Faixa de preço | Tempo por equipamento |
|---|---|---|---|
| Cassete 2 ou 4 vias | forro de escritório, loja, consultório | R$ 480 – 750 | 1 h 30 a 2 h 30 |
| Evaporadora interna de VRF (cassete ou hi-wall) | andares corporativos e hotéis | R$ 480 – 750 | 1 h 30 a 2 h 30 |
| Evaporadora de duto embutida no forro | salas com grelhas de insuflamento | R$ 530 – 810 | 2 h a 3 h |
| Fancoil (ligado a chiller) | casa de máquinas do andar | R$ 700 – 1.050 | 3 h a 4 h |
| Self-contained | casa de máquinas, andar corporativo | R$ 750 – 1.150 | 3 h a 5 h |
| Unidade de tratamento de ar de grande porte | shopping, hospital, auditório | sob vistoria | conforme o equipamento |
Faixa geral de R$ 630 a R$ 1.150 por equipamento: referência de mercado da Limpeza Hub para as capitais atendidas, com margem de cerca de 20%. Faixas por tipo derivadas pelo porte da serpentina e do gabinete e conferidas com operadores parceiros.
O cassete custa mais que um split de parede de mesma potência porque está no forro: a equipe trabalha em escada plataforma, protege o mobiliário embaixo e desmonta grelha e bandeja de cabeça para cima. É mão de obra de altura, não só de limpeza.
O que entra no preço e o que é manutenção
A faixa cobre a troca ou a lavagem dos filtros, a limpeza da serpentina com produto próprio, da turbina ou do ventilador, da bandeja de condensado e do gabinete, o teste do dreno e o registro do serviço. Ficam fora a limpeza de dutos, a condensadora no telhado, o reparo mecânico, a carga de gás e o chiller, que é manutenção da central de água gelada.
| Item | Incluso na faixa? | Quando vira acréscimo ou outro serviço |
|---|---|---|
| Filtros do equipamento | sim (lavagem) | troca por filtro novo é cobrada pelo material |
| Serpentina, turbina ou ventilador | sim | quando há biofilme espesso e a serpentina precisa de mais de uma aplicação |
| Bandeja de condensado e gabinete | sim | bandeja com lodo endurecido ou corrosão exige raspagem e tratamento |
| Teste e desobstrução simples do dreno | sim | dreno entupido ao longo da tubulação, fora do equipamento |
| Registro do serviço (fotos e relatório) | sim | — |
| Dutos de insuflamento e retorno | não | serviço próprio, cobrado por metro linear |
| Condensadora, chiller, gás e reparo | não | é manutenção mecânica, com orçamento separado |
Composição mais comum entre as empresas parceiras. Cada empresa define o próprio escopo; por isso o orçamento precisa trazer o que está e o que não está incluso.
O registro com fotos de antes e depois parece detalhe, mas é o que o síndico ou o gestor apresenta na assembleia, na auditoria ou na fiscalização. Higienização de ar central sem relatório é serviço que, para o prédio, não aconteceu.
Horário, forro e bandeja: o que sobe o valor
Executar à noite ou no fim de semana costuma somar de 15% a 30%. Evaporadora de duto que exige abrir forro de placa acrescenta de R$ 100 a R$ 190 por equipamento. Bandeja com lodo endurecido soma de R$ 140 a R$ 250, e casa de máquinas com acesso restrito ou equipamento em altura sem plataforma é avaliada por foto e orçada à parte.
Fora do expediente
Prédio comercial quase sempre pede execução à noite ou no fim de semana, para não parar o andar. Hora extra da equipe: de 15% a 30% sobre a faixa.
Acesso pelo forro
Evaporadora de duto escondida exige retirar placas e recolocar no fim. De R$ 100 a R$ 190 por equipamento, conforme o tipo de forro.
Bandeja com lodo
Água parada por meses vira lodo e biofilme na bandeja. Raspagem e tratamento: de R$ 140 a R$ 250 por equipamento.
Acesso restrito
Casa de máquinas apertada, equipamento acima de quatro metros ou em área técnica com autorização própria. A empresa avalia por foto e orça à parte.
| Situação | Base | Acréscimo | Faixa estimada |
|---|---|---|---|
| 1 cassete em horário comercial | R$ 480 – 750 | — | R$ 480 – 750 |
| 1 cassete à noite | R$ 480 – 750 | + 20% | R$ 580 – 900 |
| 1 evaporadora de duto com forro de placa | R$ 530 – 810 | + R$ 100 – 190 | R$ 630 – 1.000 |
| 1 fancoil com bandeja com lodo | R$ 700 – 1.050 | + R$ 140 – 250 | R$ 840 – 1.300 |
| 1 self-contained no fim de semana | R$ 750 – 1.150 | + 20% | R$ 900 – 1.400 |
Contas feitas com o limite de baixo e o de cima de cada faixa e de cada acréscimo. Referência com margem de cerca de 20%; o valor final depende da vistoria do sistema.
O horário é o acréscimo que mais pesa e o que mais vale negociar. Em prédio com andares de uso diferente, dá para higienizar de dia o andar vazio ou em reforma e deixar só os andares ocupados para a noite — a conta muda sem mudar o serviço.
Quanto custa higienizar um andar ou um prédio inteiro
Num andar corporativo com dez cassetes de VRF, a soma pela tabela dá de R$ 4.800 a R$ 7.500. Com a programação única, que divide mobilização, proteção e relatório, o total costuma cair de 10% a 20%, para perto de R$ 4.100 a R$ 6.400. Em prédio inteiro, o desconto de volume cresce, mas a execução em etapas noturnas pode somar hora extra.
- Faça o inventário. Tipo de cada equipamento (cassete, duto, fancoil, self), quantidade por andar e onde fica a casa de máquinas. A manutenção do prédio costuma ter essa lista.
- Some pela tabela. Dez cassetes de R$ 480 a R$ 750 cada dão R$ 4.800 a R$ 7.500 sem desconto.
- Aplique o desconto da programação única. Com mobilização e relatório pagos uma vez, o total costuma cair para perto de R$ 4.100 a R$ 6.400.
- Some o horário. Se o andar só pode ser higienizado à noite, aplique o acréscimo de 15% a 30% sobre o total já com desconto.
- Peça o valor por equipamento. Com o preço discriminado, dá para dividir a execução em etapas ou tirar um andar sem refazer o pedido.

Em condomínio comercial, a programação anual costuma sair mais barata que chamar a higienização quando alguém reclama. Com datas fixas, a empresa parceira encaixa a equipe nos horários de menor uso, e o prédio deixa de pagar urgência por um serviço previsível.
Frequência e custo por ano do ar central
Em escritório comum, a higienização de cada equipamento costuma ser semestral, o que dá entre R$ 960 e R$ 1.500 por cassete por ano. Em clínica, academia ou ambiente com muita gente, a frequência sobe para trimestral e o custo anual vai para a faixa de R$ 1.900 a R$ 3.000 por cassete. Filtros, porém, precisam de inspeção mensal pela manutenção, dentro do plano do prédio.
| Perfil do ambiente | Higienizações por ano | Custo anual (faixa) | Custo por mês (faixa) |
|---|---|---|---|
| Escritório com uso comercial | 2 | R$ 960 – 1.500 | R$ 80 – 125 |
| Loja ou varejo com porta aberta | 3 | R$ 1.450 – 2.250 | R$ 120 – 190 |
| Clínica, academia, sala de aula | 4 | R$ 1.900 – 3.000 | R$ 160 – 250 |
Contas feitas com a faixa do cassete (R$ 480 a R$ 750 por higienização). Frequências conforme a rotina recomendada pelos operadores parceiros; em prédio de uso coletivo, vale a frequência definida no PMOC pelo responsável técnico.
A conta por mês ajuda a decidir entre higienização avulsa e contrato. Quando o prédio já paga um plano de manutenção (PMOC), vale conferir se a limpeza dos equipamentos está dentro dele ou se é cobrada à parte, para não pagar duas vezes a mesma rotina.
Higienização, PMOC e o que a lei exige do prédio
Edifício de uso público e coletivo com ar climatizado precisa de PMOC, o plano de manutenção previsto na Lei 13.589/2018. O plano é elaborado e assinado por responsável técnico; a higienização dos equipamentos é uma das rotinas que ele manda executar e registrar. Uma não substitui a outra.
Todos os edifícios de uso público e coletivo que possuem ambientes de ar interior climatizado artificialmente devem dispor de um Plano de Manutenção, Operação e Controle – PMOC dos respectivos sistemas de climatização, visando à eliminação ou minimização de riscos potenciais à saúde dos ocupantes.
- O PMOC diz o que fazer, com que frequência e quem responde tecnicamente pelo sistema.
- A higienização executa a limpeza de filtros, serpentinas, bandejas e gabinetes prevista no plano.
- O relatório da higienização é a prova de que a rotina foi feita, e fica arquivado com o plano.
Na prática, o síndico ou o gestor precisa das duas coisas: o plano assinado e a execução registrada. Pedir a higienização com relatório de cada equipamento, identificado como no inventário do PMOC, evita que a limpeza feita não conte na hora de comprovar a manutenção.
O que exigir no orçamento de higienização de ar central
Peça o valor por equipamento com o tipo escrito, o horário de execução e o acréscimo dele, o preço de forro, bandeja e acesso restrito, o produto usado, a sequência para não parar o andar inteiro e o modelo do relatório. Número fechado para “o sistema” impede comparar empresas e cobrar o que ficou de fora.
- Valor por equipamento, com tipo e localização de cada um.
- Horário de execução e o acréscimo de noite ou fim de semana.
- Acréscimos com preço: forro, bandeja com lodo, acesso restrito.
- Produto usado na serpentina e se o ambiente pode ser ocupado logo depois.
- Sequência de execução, para não desligar o andar todo de uma vez.
- Relatório com fotos de antes e depois por equipamento.

Com essa lista, dois orçamentos de valores diferentes passam a ser comparáveis. Quase sempre, a proposta mais barata deixou de fora o horário noturno, a bandeja ou o relatório — e o valor de verdade só aparece no dia da execução.
Preço nas capitais atendidas
A faixa de R$ 630 a R$ 1.150 por equipamento vale nas seis capitais atendidas. O que muda entre elas é o calendário de uso, que define quando parar o sistema, e as regras de horário de cada prédio comercial, que pesam no acréscimo noturno.
No Rio de Janeiro e em Salvador, o ar central quase não desliga, e a janela de execução costuma ser só a noite ou o domingo. Em Brasília, a estiagem enche filtros de poeira e antecipa a limpeza. Em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, o período de inverno, com menos carga térmica, é o melhor momento para programar o prédio inteiro.
Serviços que costumam entrar no mesmo pedido
Quem pede a higienização de ar central quase sempre amplia o pedido para a rede de dutos e para o PMOC, que tratam o sistema inteiro. Em empresas com splits nas salas de apoio, a higienização desses aparelhos entra na mesma programação.
Equipamento higienizado com duto sujo devolve ar limpo para uma rede que espalha poeira de novo pelas grelhas. Quando o prédio nunca limpou os dutos, vale pedir a avaliação junto: o custo por metro linear é próprio, mas a mobilização da equipe é uma só.
Como pagar o preço justo pela limpeza do ar central
Comece pelo inventário: tipo e quantidade de equipamentos, onde fica cada um e em que horário o andar pode parar. Com isso, a faixa de R$ 480 a R$ 750 pelo cassete e de R$ 750 a R$ 1.150 pelo self-contained vira régua para comparar propostas, não palpite.
Depois, programe o andar ou o prédio inteiro de uma vez e exija o valor de cada equipamento por escrito, com o relatório previsto. Pagar o preço justo, aqui, é ter a prova de que cada serpentina e cada bandeja foram limpas — e não pagar por higienização quando só os filtros foram trocados.
Termos usados neste artigo
- Cassete
- Evaporadora embutida no forro, com grelha aparente de duas ou quatro vias, comum em escritórios, lojas e consultórios.
- VRF
- Sistema de vazão variável de refrigerante: uma condensadora externa alimenta várias evaporadoras internas, cada uma com controle próprio.
- Fancoil
- Equipamento com serpentina e ventilador que recebe água gelada de um chiller e trata o ar de um andar ou de uma zona do prédio.
- Self-contained
- Equipamento de grande porte que reúne compressor, serpentina e ventilador num só gabinete, instalado em casa de máquinas.
- Bandeja de condensado
- Recipiente sob a serpentina que recolhe a água da condensação; parada e suja, vira foco de lodo e biofilme.
Os mesmos termos aparecem nas páginas de serviço e nos orçamentos da Limpeza Hub, para o artigo e a proposta falarem a mesma língua.
Fontes consultadas
- Lei 13.589/2018 — PMOCArt. 1º: obrigação de Plano de Manutenção, Operação e Controle em edifícios de uso público e coletivo climatizados.
- Lei 8.078/1990 — Código de Defesa do ConsumidorArt. 40: obrigação de orçamento prévio discriminado.
- Referência de preço Limpeza HubFaixa de mercado da higienização de ar central por equipamento nas seis capitais atendidas, com margem de cerca de 20%; faixas por tipo de equipamento e acréscimos derivados pelo porte e conferidos com operadores parceiros.
Os números são referência de mercado, não tabela. O orçamento final depende da vistoria do sistema feita pela empresa parceira.
Equipe editorial Limpeza Hub
Conteúdo técnico sobre contratação de limpeza profissionalA equipe editorial escreve a partir das dúvidas que chegam nos pedidos de orçamento: quanto custa, o que entra, quanto tempo leva, o que pode dar errado. Cada regra é citada pela lei ou norma de origem, e cada preço vem da faixa praticada nas capitais atendidas.
Antes de publicar, o texto passa por operadores parceiros de climatização e limpezas especializadas — quem executa o serviço no dia a dia confirma etapas, prazos e cuidados.
Operadores parceiros de climatização e limpezas especializadas conferem processo e prazos.
Lei, norma ou órgão público indicado pelo nome e pelo artigo.
Preços e regras revistos quando o mercado ou a lei mudam.


