A resposta em uma frase
Manter um PMOC custa de R$ 800 a R$ 1.500 por mês nas capitais atendidas, conforme o número de equipamentos: prédio com até dez aparelhos paga menos, de R$ 500 a R$ 750, e o que passa de 30 aparelhos chega ao teto — o que dá de R$ 9.600 a R$ 18.000 por ano, fora os itens que cada empresa cobra à parte.
O essencial em quatro pontos
- O preço é mensal e cresce com o número de equipamentos, não com a metragem do prédio.
- A mensalidade cobre as rotinas do plano e o registro; elaboração do plano, ART, análise do ar e higienização completa podem vir à parte.
- Por ano, o PMOC custa de R$ 9.600 a R$ 18.000 — conta que precisa entrar no orçamento anual do condomínio ou da empresa.
- Orçamento que não separa o que está na mensalidade do que é cobrado por visita não dá para comparar com outro.
A seguir, a tabela por porte, o que entra e o que fica fora da mensalidade, a conta anual de três prédios e o que exigir no contrato.
Neste artigo
Quem pesquisa o preço do PMOC costuma achar dois extremos: a empresa que vende “PMOC” por um valor único, só o documento, e a que cobra mensalidade alta sem dizer o que faz em cada visita. Nenhum dos dois ajuda o síndico ou o gestor a saber se está pagando o justo.
Este artigo abre a conta do PMOC com rotinas executadas por empresa parceira: faixa mensal por porte, o que costuma estar incluso, os itens separados e a conta de um ano inteiro. Para ver onde o PMOC se encaixa entre os serviços técnicos de água, ar e fachada, o guia de limpezas especializadas organiza o tema.
Tabela de preço mensal do PMOC por número de equipamentos
A referência é de R$ 800 a R$ 1.500 por mês. Prédio com até dez equipamentos costuma pagar de R$ 500 a R$ 750; de 11 a 30 equipamentos, de R$ 750 a R$ 1.150; e de 31 a 60, de R$ 1.050 a R$ 1.500. Acima disso, ou com chiller e fancoils, o valor sai depois de vistoria do sistema.
| Porte do sistema | Exemplo de prédio | Faixa mensal | Custo por equipamento |
|---|---|---|---|
| Até 10 equipamentos | clínica, loja, escritório de um andar | R$ 500 – 750 | a partir de R$ 50 por mês |
| De 11 a 30 equipamentos | andar corporativo, academia, escola pequena | R$ 750 – 1.150 | de R$ 25 a R$ 105 por mês |
| De 31 a 60 equipamentos | prédio comercial pequeno, condomínio com áreas comuns climatizadas | R$ 1.050 – 1.500 | de R$ 18 a R$ 48 por mês |
| Mais de 60 equipamentos ou central de água gelada | shopping, hospital, prédio corporativo inteiro | sob vistoria | conforme o sistema |
Faixa geral de R$ 800 a R$ 1.500 por mês: referência de mercado da Limpeza Hub para as capitais atendidas, com margem de cerca de 20%. Faixas por porte derivadas pelo número de equipamentos e conferidas com operadores parceiros.
O custo por equipamento cai à medida que o sistema cresce, porque a visita, o deslocamento e o relatório são pagos uma vez por mês. É por isso que uma clínica com seis aparelhos paga, por aparelho, bem mais que um prédio com 40.
O que a mensalidade cobre e o que costuma vir à parte
A mensalidade costuma cobrir a visita periódica, a inspeção e a limpeza dos filtros, a verificação de bandejas e drenos, o registro das atividades e a atualização do plano. Podem vir separados a elaboração inicial do plano com a ART do responsável técnico, a análise laboratorial da qualidade do ar, a higienização completa de serpentinas e a limpeza de dutos.
| Item | Na mensalidade? | Como costuma ser cobrado quando fica fora |
|---|---|---|
| Visita periódica e inspeção dos equipamentos | sim | — |
| Limpeza ou troca de filtros | sim (limpeza) | filtro novo é cobrado pelo material |
| Verificação de bandeja de condensado e dreno | sim | desobstrução de tubulação fora do equipamento vira serviço avulso |
| Registro das atividades e atualização do plano | sim | — |
| Elaboração inicial do plano e ART | depende da empresa | valor único no início do contrato |
| Análise laboratorial da qualidade do ar | depende da empresa | por coleta, conforme o número de pontos |
| Higienização completa de serpentina e gabinete | depende da empresa | por equipamento, na faixa da higienização de ar central |
| Limpeza de dutos e reparo mecânico | não | serviço próprio, com orçamento separado |
Composição mais comum entre as empresas parceiras. Cada empresa define o próprio escopo; por isso o contrato precisa listar o que está e o que não está na mensalidade.
A linha que mais gera diferença entre orçamentos é a higienização completa. Uma empresa inclui na mensalidade duas higienizações por ano de cada aparelho; outra só limpa filtros e cobra a serpentina à parte. As duas chamam o serviço de PMOC.
Quanto o PMOC custa por ano em três tipos de prédio
Uma clínica com oito aparelhos paga de R$ 500 a R$ 750 por mês, ou de R$ 6.000 a R$ 9.000 por ano. Um andar corporativo com 20 cassetes fica entre R$ 750 e R$ 1.150 por mês, de R$ 9.000 a R$ 13.800 por ano. Um condomínio comercial com 45 equipamentos chega a R$ 1.050 a R$ 1.500 por mês, de R$ 12.600 a R$ 18.000 por ano, antes dos itens cobrados à parte.
| Perfil | Equipamentos | Faixa mensal | Custo anual | Por equipamento por ano |
|---|---|---|---|---|
| Clínica ou consultório | 8 | R$ 500 – 750 | R$ 6.000 – 9.000 | R$ 750 – 1.130 |
| Andar corporativo | 20 | R$ 750 – 1.150 | R$ 9.000 – 13.800 | R$ 450 – 690 |
| Condomínio comercial | 45 | R$ 1.050 – 1.500 | R$ 12.600 – 18.000 | R$ 280 – 400 |
Contas feitas com o limite de baixo e o de cima de cada faixa de porte. Referência com margem de cerca de 20%; não incluem elaboração do plano, análise do ar nem higienização cobrada por equipamento.
- Conte os equipamentos. Evaporadoras, cassetes, splits, fancoils e self-contained das áreas climatizadas. A manutenção do prédio costuma ter essa lista.
- Encontre a faixa. Com o total, localize a linha da tabela de porte e use a faixa dela como estimativa mensal.
- Multiplique por 12. É o valor que precisa entrar no orçamento anual da empresa ou na previsão do condomínio.
- Some o que vem à parte. Elaboração do plano no primeiro ano, análises do ar e higienizações cobradas por equipamento, se o contrato não as incluir.
No condomínio, a conta anual é o número que o síndico leva para a assembleia. Apresentar a mensalidade junto com o custo por equipamento por ano ajuda a mostrar que o valor acompanha o tamanho do sistema, e não uma escolha aleatória de fornecedor.
Quem precisa pagar por um PMOC
A Lei 13.589/2018 exige PMOC de todos os edifícios de uso público e coletivo com ar interior climatizado artificialmente. Na prática, isso alcança escritórios, lojas, clínicas, escolas, academias e áreas comuns climatizadas de condomínio. O enquadramento de cada prédio deve ser confirmado com o responsável técnico.
Todos os edifícios de uso público e coletivo que possuem ambientes de ar interior climatizado artificialmente devem dispor de um Plano de Manutenção, Operação e Controle – PMOC dos respectivos sistemas de climatização, visando à eliminação ou minimização de riscos potenciais à saúde dos ocupantes.
O plano é elaborado e assinado por responsável técnico habilitado, que responde pelo sistema. A empresa que executa as rotinas pode ser a mesma ou outra, desde que siga o plano e registre o que fez. Quem contrata precisa das duas partes: o documento e a execução comprovada.
O que faz o preço do PMOC subir ou cair
Sobem o valor o número de equipamentos, sistema com central de água gelada, ambiente de saúde com frequência maior de visita, acesso difícil aos aparelhos e execução só fora do expediente. Baixam o valor o inventário pronto, o plano já existente e o contrato de 12 meses com visitas em datas fixas.
Tipo de sistema
Splits e cassetes são rápidos de inspecionar. Fancoil, self-contained e chiller pedem mais tempo e técnico especializado, e empurram a mensalidade para o teto.
Uso do ambiente
Clínica, laboratório e academia costumam ter rotina mais frequente no plano. Mais visitas por mês, mais horas de equipe.
Acesso e horário
Aparelho no forro, casa de máquinas apertada ou visita só à noite somam tempo e hora extra, que entram na mensalidade.
Plano existente
Prédio que já tem plano assinado e inventário atualizado não paga a elaboração inicial. É o que mais reduz o primeiro ano.
O fator que o contratante mais controla é o inventário. Com a lista de aparelhos, a localização e a potência de cada um em mãos, a empresa parceira orça sem precisar de visita longa — e o valor deixa de embutir a margem de quem orça no escuro.
PMOC só no papel sai mais barato e custa mais caro
Há quem venda só o documento, por valor único, sem visitas. O papel sem execução não comprova manutenção nenhuma: na fiscalização ou numa reclamação de ocupante, vale o registro das rotinas feitas. O PMOC que protege o prédio é o plano somado à execução mensal registrada.
| Ponto | Só o documento | Plano com execução mensal |
|---|---|---|
| Custo do primeiro mês | menor | mensalidade da faixa de porte |
| Prova de manutenção | não há registro de rotina | registro de cada visita |
| Filtros e bandejas | continuam sujos | inspecionados e limpos na rotina |
| Quando a fiscalização pede o histórico | não há o que apresentar | histórico pronto, com datas |
Comparação qualitativa. O plano precisa ser executado para cumprir o objetivo previsto na lei: eliminar ou minimizar riscos à saúde dos ocupantes.

O preço do documento avulso parece econômico até o primeiro pedido de comprovação. Aí o prédio paga o plano de novo, agora com execução, e ainda precisa explicar por que os meses anteriores não têm registro.
O que exigir no orçamento de PMOC
Peça a mensalidade com o número de equipamentos considerado, a frequência das visitas, a lista do que está incluso e do que é cobrado à parte com preço, quem é o responsável técnico e se a ART está no valor, o modelo do registro de cada visita e o prazo do contrato.
- Mensalidade e base de cálculo: quantos equipamentos e de que tipo.
- Frequência das visitas e o que é feito em cada uma.
- Itens à parte com preço: plano inicial, análise do ar, higienização completa, filtros novos.
- Responsável técnico identificado e se a ART está incluída.
- Modelo do registro de visita, com data e equipamento.
- Prazo e reajuste do contrato.

Com essa lista, dois orçamentos de valores diferentes ficam comparáveis. Quase sempre, a proposta mais barata deixou fora a higienização completa, a ART ou o registro — e o prédio descobre a diferença no primeiro mês de execução.
Preço do PMOC nas capitais atendidas
A faixa de R$ 800 a R$ 1.500 por mês vale nas seis capitais atendidas. O que muda entre elas é o uso do ar ao longo do ano, que pesa na frequência das rotinas, e a janela de horário dos prédios comerciais para as visitas.
No Rio de Janeiro e em Salvador, o ar climatizado funciona quase o ano inteiro, e os filtros sujam mais rápido. Em Brasília, a estiagem traz poeira fina que satura filtros em poucas semanas. Em São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, o inverno de menor uso é a época de programar a higienização completa prevista no plano.
Serviços que costumam entrar no mesmo contrato
Quem contrata o PMOC quase sempre precisa da higienização completa dos equipamentos de ar central e, em sistemas com rede de insuflamento, da limpeza de dutos. Em prédios com splits em salas de apoio, a higienização desses aparelhos entra na mesma programação.
Juntar o PMOC e a higienização de ar central no mesmo pedido costuma reduzir a conta, porque a equipe que já visita o prédio todo mês executa a limpeza completa nas datas previstas no plano, sem mobilização extra.
Como pagar o preço justo pelo PMOC
Comece pelo inventário: quantos equipamentos, de que tipo e onde cada um está. Com ele, a faixa de R$ 800 a R$ 1.500 por mês vira régua para comparar propostas, e a conta anual de R$ 9.600 a R$ 18.000 entra no orçamento sem surpresa.
Depois, exija por escrito o que a mensalidade cobre e o preço do que fica fora. Pagar o preço justo pelo PMOC é pagar por visitas feitas e registradas — não por um documento que ninguém executa.
Termos usados neste artigo
- PMOC
- Plano de Manutenção, Operação e Controle: documento que define as rotinas de manutenção e limpeza do sistema de climatização, exigido pela Lei 13.589/2018.
- Responsável técnico
- Profissional habilitado que elabora, assina e responde pelo plano do sistema de climatização do prédio.
- ART
- Anotação de Responsabilidade Técnica: registro no conselho profissional que vincula o responsável técnico ao serviço.
- Inventário de equipamentos
- Lista dos aparelhos do sistema, com tipo, localização e identificação, que serve de base para o plano e para o orçamento.
- Registro de visita
- Anotação de cada rotina executada, com data e equipamento, que comprova que o plano está sendo cumprido.
Os mesmos termos aparecem nas páginas de serviço e nos orçamentos da Limpeza Hub, para o artigo e a proposta falarem a mesma língua.
Fontes consultadas
- Lei 13.589/2018 — PMOCArt. 1º: obrigação de Plano de Manutenção, Operação e Controle em edifícios de uso público e coletivo climatizados.
- Lei 8.078/1990 — Código de Defesa do ConsumidorArt. 40: obrigação de orçamento prévio discriminado.
- Referência de preço Limpeza HubFaixa de mercado da mensalidade do PMOC nas seis capitais atendidas, com margem de cerca de 20%; faixas por número de equipamentos derivadas e conferidas com operadores parceiros.
Os números são referência de mercado, não tabela. O orçamento final depende do inventário e da vistoria do sistema feita pela empresa parceira.
Equipe editorial Limpeza Hub
Conteúdo técnico sobre contratação de limpeza profissionalA equipe editorial escreve a partir das dúvidas que chegam nos pedidos de orçamento: quanto custa, o que entra, quanto tempo leva, o que pode dar errado. Cada regra é citada pela lei ou norma de origem, e cada preço vem da faixa praticada nas capitais atendidas.
Antes de publicar, o texto passa por operadores parceiros de climatização e limpezas especializadas — quem executa o serviço no dia a dia confirma etapas, prazos e cuidados.
Operadores parceiros de climatização e limpezas especializadas conferem processo e prazos.
Lei, norma ou órgão público indicado pelo nome e pelo artigo.
Preços e regras revistos quando o mercado ou a lei mudam.


